WALLACE PUOSSO

Quinta-feira , 30 de Junho de 2005

quase nada (eduardo pane / wallace puosso)

 

Você não sabe nada / e nada do que diz / é quase, quase nada / você não sabe / que tudo ou quase tudo / é muito, muito pouco / e quase nunca / é o que parece ser

 

Não quero amigos / pela metade / nem quero amores / incompletos / sei que ser feliz / é abraçar o novo / e não olhar pra trás / é nunca olhar pra trás

 

Em meio a tudo / eu sigo alheio / e no meio uma saída / uma frase tola / repetida, exaurida / vaga de emoção / e sem emoção  / não sou nada, quase nada

 

Você não sabe nada / nada que dê jeito / em tudo que foi feito / todo e qualquer afeto / que haveria de ter / o que sobra é vontade / e só com vontade / não sou quase nada
composição em parceria com Edu Pane, músico de SJCampos


 Produzido por Wallace às 13h43 [] [envie esta produção]


Terça-feira , 28 de Junho de 2005

Tela de Salvador Dalí

 

diamantes de pedaços de vidro

 

Qual desejo nos guia? Qual dúvida nos faz parar? Qual medo nos alimenta a fragilidade? Que sonho nos torna heróis? Mesmo que de causas perdidas? Quais  causas nos demove? O que esperar dos dias que ainda virão? Como conviver com  fantasmas do passado? E não perder as referências?

Às vezes as pessoas esperam respostas.

E elas nem sabem qual foi a pergunta.

Poucas vezes tive certeza absoluta sobre o que quer que fosse. Tudo que é perfeito, absoluto, unânime, me assusta. Melhor é deixar o absoluto com os físicos e a perfeição como parte da fé. Todo o resto é tangível, tátil, mensurável. Dessa forma, numa dialética, o defeito não me atrairia, o nada não me seduziria e as minorias suscitariam um sentido romântico na minha biografia diária. Mas gosto do prazer de conviver com a dúvida.

Eis o que me impulsiona ao encontro do desconhecido.

Nessa dialética invertida, o que sempre me atraiu foi a possibilidade - sempre presente – de desconstruir uma certeza e sustentá-la sob um novo olhar. Um olhar de fora, periférico, marginal.

Eis a visão que o estrangeiro tem da pátria alheia.

Uma visão abstraída de vícios, contradições, obtusidades e gratuidades.

Pensar a vida como estrangeiro é escancarar as portas sem medo, desbravar limites e fronteiras, viver dada dia como se fosse o último no lugar que não é seu.

Isso talvez explique muita coisa.

Às vezes as pessoas procuram rotas certas.

E muitas nem sabem o que ver.

[wallace puosso, junho/05]



 Produzido por Wallace às 02h19 [] [envie esta produção]


Quarta-feira , 22 de Junho de 2005

Esse é um daqueles filme que nos deixam pensando e pensando por semanas, até absorver tudo o que lhe foi mostrado na tela. Criticando a hipocrisia generalizada que toma conta da sociedade, Kubrick é sarcástico na medida certa. O que temos aqui é a realidade, o retrato da nossa sociedade narcisista e fascista, onde sociedade e bandido se confundem, têm o mesmo papel e as mesmas atuações. A mesma sociedade que condena a violência, utiliza-a para vingança. É uma mensagem clara, mas que só um gênio como Kubrick poderia transmiti-la.

 

Laranja Mecânica: O Controle da Subjetividade

Um tratamento de choque condiciona os impulsos de um homem agressivo, fazendo-o mudar de comportamento. Esse é o ponto que mais nos interessa em A Clockwork Orange (Laranja Mecânica, Stanley Kubrick, 1971), um filme que retrata o comportamento “hipotético” de uma sociedade do século XXI. Nessa sociedade, as leis parecem não mais funcionar e o governo busca novas formas de reintegrar o homem mau à sociedade, tornando-o bom.

Para tanto, utiliza-se de mecanismos técnicos e psicológicos na indução do comportamento de Alex (Malcolm McDowell), preso por estupro e assassinato. O “novo” indivíduo resultante desse condicionamento é como uma laranja mecânica: “something wich was capable of taste, colour, richness and sweetness like an orange (a person) could be turned into a robot or na automaton that obeyed purely mechanical or reflex driven laws.

Alex é um exemplo claro de um cyborg interpretativo. Não há necessariamente uma fusão entre máquina e carne, mas uma absorção da mídia pelo corpo e sua alienação, que no caso é superficial, já que o inconsciente de Alex permanece o mesmo de outrora, quando saía às ruas mascarado, acompanhado de seus “drugues” (bando de vândalos), assaltando, espancando, estuprando e matando pessoas.

Essa subjetividade controlada é fruto da sociedade do espetáculo. Ao se dispor a servir como cobaia de um projeto que pretendia “curar” os fora-da-lei, devolvendo-os saudáveis à sociedade e esvaziando os presídios superlotados, Alex foi obrigado a assistir a diversas cenas de violência. Essas cenas retratavam todos os seus atos de crueldade. Preso por uma camisa de forças, fios foram ligados a seu corpo. Duas pinças mantinham seus olhos sempre abertos. Sob o efeito de substâncias químicas, Alex também assistiu a cenas do nazismo ao som da Nona Sinfonia de Beethoven.

Alex começa a sentir náuseas. Como ouvir a música que tanto gostava acompanhada de imagens tão cruéis? É o paradoxo: o yin e o yang do personagem vêm à tona. Em Laranja Mecânica, a discussão não gira somente em torno desse ponto, mas de questões mais complexas, que partem das consequências do processo de cyborgização. Um religioso que acompanha Alex na prisão polemiza: “A questão é se essa técnica (o tratamento) realmente torna bom um homem. A bondade vem do íntimo. A bondade é uma escolha. Se o homem não pode escolher deixa de ser um homem.”

Mas na contemporaneidade, não podemos julgar fatalmente que o homem é “vítima da era moderna” como afirma o personagem de Laranja Mecânica que assiste ao estupro de sua mulher por Alex. O fim dessa sociedade do espetáculo (ou dessa perspectiva da sociedade do espetáculo) nos remete a novas potencialidades libertadoras para os cyborgs interpretativos das redes, ou como proponho chamar, os ‘netcyborgs’. Agora, a comunicação não se dá de “um para todos”, mas de “todos para todos”. “Essa conectividade geral parece ser muito difícil de ser instrumentalizada por um poder centralizador e totalitário como no caso de Laranja Mecânica...”

Com seu “corpo hipertexto”, os netcyborgs (um cyborg interpretativo) podem assumir diversas identidades na rede (MUDs, IRCs, Usenets, BBS, listas), constantemente atualizadas no ciberespaço. Como símbolo digital, o corpo é livre, ambíguo. Nessa nova sociabilidade (o neotribalismo de Maffesoli), “as diversas comunidades virtuais emergentes desse novo espaço eletrônico que é o ciberespaço, proporcionam emoções coletivas identificadoras, não com o indivíduo preso a uma identidade fechada, mas com “personas” de diversas máscaras”
A “máscara” plástica e social utilizada por Alex quando sai de casa à noite, assumindo uma outra personalidade que não é a familiar, pode ser uma metáfora dessa sociabilidade. Mas Laranja Mecânica não faz referência direta a esse canal de “todos para todos”, característico “netcyborgização”. A via é mesmo unidirecional e centralizadora: de “um para todos”.

O poder das imagens sobre Alex é tão grande que o faz reagir a ponto de chegar ao suicídio. A mídia novamente se apodera de sua imagem: o governo estaria usando métodos politicamente incorretos na libertação de prisioneiros. Pressionado por essa repercussão, o Ministro do Interior que patrocinou o tratamento de Alex oferece-lhe proteção. Enquanto é fotografado ao lado do Ministro, Alex imagina-se numa cena de sexo, assistida publicamente (pessoas aplaudem ao seu redor). O espetáculo midiático vira fantasia. “Estou realmente curado”, contenta-se Alex.

Por Roberta Pinto

 Produzido por Wallace às 00h31 [] [envie esta produção]


Sábado , 18 de Junho de 2005

UM  DIA  PERFEITO


Por ANA CLARA GALVÃO *

 

Perfeito seria ter tudo o que se quer?

Aquele sorvete numa tarde de domingo?

Água gelada depois de uma partida de futebol?

Ganhar uma rosa vermelha do namorado?

A visita daquela amiga da sua irmã?

Comprar o cd novo da sua banda preferida?

Aquela lasanha que só a sua mãe faz?

Um céu azul e um mar e mais nada pra fazer?

Uma roupa nova?

A festa do ano?

Um chocolate quente num dia frio?

Um abraço carinhoso quando se está triste?

Um filme de suspense com direito à pipoca?

Dar um tapa na cara da pessoa que você mais detesta?

Um bebê que vai nascer em 1h?

Aquele banho quente depois de um dia agitado?

A cama cheirando a amaciante?

Uma cervejinha depois de um ensaio de teatro?

Um beijo da pessoa que você mais ama e ela nem sabe disso?

Uma super viagem?

Assinar um contrato para ganhar 5 mil reais por mês?

Ter o carro sempre cheirando a novo?

Reler "aquele livro" que marcou sua vida?

Reencontrar um velho amigo de escola?

 

O QUE SERIA UM DIA PERFEITO PARA VOCÊ?

 


ANA CLARA GALVÃO é atriz e poeta. Atua no espetáculo Édipo Rei, da Cia. Tanatofobia.



 Produzido por Wallace às 02h07 [] [envie esta produção]


Domingo , 12 de Junho de 2005

quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só

 

Aos enamorados desavisados, aos sozinhos de plantão, aos que não entenderam a paixão, aos que buscam nas entrelinhas, aos que choram de saudade, aos que crêem na felicidade, aos que fervilham nos becos, nos bares, nos piores lugares, onde se ama mas não se beija, aos que acreditam em amor eterno, aos que ainda vão sentir na pele, aos que poetam em silêncio, aos que gritam nos manicômios, aos que só têm a Internet, aos que amam e nunca se tocam, aos que buscam e não se cansam, aos que se tornam maratonistas, manobristas, especialistas. Todo mundo quer um amor de verdade.

 

a/ verbo___________________________

 

vou esperar amanhecer

descer às profundezas d’alma

navegar com fúria calma

clarear horizontes subconscientes

ferir com prazer a própria dor

lobo à procura de amor

 

[wpc-12/06] ................................................

 Produzido por Wallace às 02h11 [] [envie esta produção]



b/ íris_____________________________

 

teus olhos dizem tudo

 

amanheci calmo

deitado em teu colo

e na boca

não há palavras:

 

teus olhos dizem tudo

 

[wpc-12/06] ................................................

 Produzido por Wallace às 02h10 [] [envie esta produção]



c/ parabólica_______________________

 

balançar uns cabelos

ir de encontro ao tempo

captar de ti um sorriso

qualquer sinal já basta

 

serás meu grande amor

 

[wpc-12/06] ................................................

 Produzido por Wallace às 02h09 [] [envie esta produção]



d/ telescópio_______________________

 

um olhar

um olhar de desejo

um olhar que seja

teu rosto colado no vidro

e eu sumindo na estrada

 

[wpc-12/06] ................................................

 Produzido por Wallace às 02h08 [] [envie esta produção]



e/ lírico + oblíquo__________________

 

teus olhos / meus olhos

se cruzam / se medem

se querem / procuram

furtivos estamos perto

certeiros somos um

eu dentro de ti

e esse sorriso oblíquo

lírico / atípico

safado, querendo mais

 

[wpc-12/06] ................................................

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f/ vou esperar amanhecer__________

 

nem tente entender

claro que serás feliz

sorrirei quando o sol surgir

fugirei sentindo teu faro

serás então brilho raro

na tez da minha manhã

e terás enfim a certeza

na beleza do riso estampado

 

serei teu grande amor

 

[wpc-12/06] ................................................

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g/ cachoeira_______________________

 

sugestivo

teu beijo, tua boca

tua língua

 

nunca sei ao certo

por onde escorre

a água do banho

quando juntos

desvendamos limites

 

[wpc-12/06] ................................................

 Produzido por Wallace às 02h06 [] [envie esta produção]



h/ miragem________________________

 

sei que olhando bem

a superfície azul

verás que não estás a sós

teu corpo querendo mais

enquanto o meu torce

para que não seja miragem

 

[wpc-12/06] ................................................

 Produzido por Wallace às 02h05 [] [envie esta produção]



i/ notívago_________________________

 

atravesso noites

não como notívago

mas deslumbrado

com o que tens de bela

 

[wpc-12/06] ................................................

 Produzido por Wallace às 02h04 [] [envie esta produção]



j/ braile__________________________

 

bom mesmo

é percorrer atalhos

sem culpa de nada

ou quase nada a perder

ser nada de ninguém

 

sem escrituras

 

o que se escreve

é o que o corpo sente

e não é pouco

 

[wpc-12/06] ................................................

 Produzido por Wallace às 02h03 [] [envie esta produção]



k/ refém___________________________

 

corro de encontro à teia

esse ar de menina

tremor que incendeia

cada vez que me seduzes

torno-me teu

refém

 

[wpc-12/06] ................................................

 Produzido por Wallace às 02h03 [] [envie esta produção]



l/ oráculo__________________________

 

surpreenda-me

quando a noite vir

você, oculta em mistérios

e eu, em seu encalço

tentando decifrar-lhe

 

mistérios são necessários

 

[wpc-12/06] ................................................



 Produzido por Wallace às 01h52 [] [envie esta produção]


Quinta-feira , 09 de Junho de 2005

leia crítica ao espetáculo "Édipo Rei"

A Mostra Joseense de Artes Cênicas foi aberta neste domingo 05/06, com a Cia Tanatofobia no espetáculo “Edipo Rei”. A direção de Cláudio Mendel optou por uma linguagem inovadora, baseando o clássico de Sófocles em gangues de rua.

Debate: Segundo Mendel, a primeira experiência com o texto foi no final de 2004, passando o conjunto de novos atores, por uma reestruturação com alguns veteranos do teatro.

O júri parabenizou a Cia pela comtenporaneidade e disposição dos atores em cena. Na linha estética do espetáculo, foram comentados a questão corporal e a falta de carga emotiva das personagens, dando ao texto um ar de linearidade.
Segundo Mendel, essa foi a segunda apresentação do grupo, e há elementos que ainda estão servindo de experimentação.

Da água para o vinho: “Rito de Passagem” foi assim que a atriz Fernanda Montenegro definiu sua experiência com suas três personagens no longa “Casa de Areia” recentemente filmado nos lencóis maranhenses.
Sem comparação com o longa, ao primeiro olhar, o conjunto de "Édipo" desperta interesse, mas ainda há a armadilha do discurso, o que faz o espetáculo perder um pouco da força e dificulta uma leitura mais contemporânea para a proposta do grupo.

Os clássicos como “Édipo Rei” tem essa armadilha da necessidade de aprofundamento, da adequação do ator a personagens intensos. Como a expressão “Rito de Passagem”, essa periodicidade das personagens para o jovem e talentoso elenco virá a cada apresentação, porém foram colocados em pauta.


Assessoria de Imprensa da Fundação Cultural Cassiano Ricardo



 Produzido por Wallace às 00h35 [] [envie esta produção]


Terça-feira , 07 de Junho de 2005

édipo-rei estréia em são josé dos campos

da esq. para a dir: Bia Rennó, Raphael Carlos, Guilherme Testoni, André Ravasco, Ana Clara Galvão, Wallace Puosso, Simone Vaz, Thalita Santos, Wilian Lopes, Felipe Daniel e Mariana Rennó.

Meus caros,

Agradeço a todos pela "torcida" na estréia de Édipo Rei neste último final de semana. Disponibilizarei até o fim da semana, fotos da apresentação de sábado. As apresentações ocorreram conforme o planejado e tivemos casa lotada nos dois dias. No domingo, abrimos a Mostra Joseense de Teatro e ao final, houve debate com a classe artística local. A Mostra premiará o primeiro lugar com uma vaga para o Mapa Cultural Paulista e os primeiros e segundo lugares com seleção para o Festivale 2005. Reencontramos amigos que não víamos há muito tempo, restabelecemos o equilíbrio com nossas famílias, que suportaram nossas ausências, loucuras e correrias nesses intensos últimos três meses. Fazer Édipo foi (e continuará sendo) um desafio para todos nós. Nossas próximas apresentações serão nos dias 16, 17, 18 e 19 de junho no mesmo local. Aguardamos vocês lá! Abraços, Wallace


Édipo Rei" – Proposta de Encenação

O que pretendeu Sófocles ao escrever "Édipo Rei"? Poucos sabem e poucos saberão. E nos interessa saber essa resposta ao trabalhar o texto nesse início de século XXI? Talvez. O mais importante é sabermos da sua contemporaneidade. Em que e como pode contribuir para nossa realidade atual. Aí sim teremos muitas perguntas e, com certeza, muitas respostas.

A eterna busca de nossa identidade é o que mais nos intriga nessa magnífica obra do tragediógrafo grego. Essa busca é a identidade entre os humanos, entre os povos, entre as nações. E por conseguinte, entre qualquer uma das gangues humanas sobre o nosso planeta.

Ao mesmo tempo, em pleno século XXI, as minorias – sejam elas em gangues ou em comunidades organizadas -, continuam lutando na busca de suas representatividades e reconhecimentos da eterna luta estabelecidas entre oprimidos e opressores.

Esse foi o principal desafio estabelecido para a concretização de um espetáculo que pudesse resgatar a força desse texto milenar, de forma moderna e ao mesmo tempo clássico em sua concepção, pois o popular e o erudito, são na verdade a base moderna da existência humana.

Assim, com o palco nu, somente com os atores em cena, da mesma forma que foi encenada na Grécia Antiga, apenas auxiliado pela tecnologia da iluminação cênica é que a direção de "Édipo Rei" partiu para a concepção cênica do espetáculo.

A proposta é o resultado de uma pesquisa de linguagem – na qual são aplicadas técnicas do Teatro Narrativo, do princípio da biomecânica de Meyerhold e das ações físicas de Staninlavsky -, que vem sendo estudada pelos diretores e elenco, desde 2004.

O conflito do texto, re-trabalhado por Edson Gory, mas sem perder a estrutura da tragédia de Sófocles, é encenada a partir da relação dos componentes de uma gangue do século XXI. O mais importante, no entanto, não é a identidade dessa gangue, mas sim a luta que enfrenta para fazer valer e prevalecer a sua identidade.

Quem somos? O que somos? Para que somos? Essa tem sido e será sempre a nossa busca de resposta. Essa é a gangue humana no universo. Essa é a gangue em cena de "Édipo Rei".

A direção prioriza e aprofunda o trabalho dos atores na descoberta de ferramentas essenciais para o processo criativo da representação dramática. O Ator é, em essência, o Teatro.



 Produzido por Wallace às 01h58 [] [envie esta produção]


Quinta-feira , 02 de Junho de 2005



 Produzido por Wallace às 02h21 [] [envie esta produção]


Quarta-feira , 01 de Junho de 2005

CROMIA


l voz moura do sinai l

(para Paulo Nubile)

 

 

Corri

trôpego, trêmulo

em frente

somente o “fog”

 

 

Arabischer Tanz

saindo

de alguma janela distante

 

 

l tschaikowsky à luz do candelabro l

 

 

Desfiastes

teus pequenos delitos

como prece

 

 

ergui as mãos

agradecido por existires

 

 

l teatro de sombras l

Caminho lento / um retrato em três por quatro / orações a um deus pagão / Caminho etéreo / ao trágico alheio que nos une / e nos reparte ao meio / Caminho incerto / com olhos abertos / Caminho desperto / em busca de uma manhã que seja / uma manhã de sonho e sol

l wallace puosso / jun 05 l


AVISO: À todos que passam por aqui, regularmente ou ocasionalmente - e em especial ao pessoal do CDB -  peço desculpas pela ausência nos próximos dias. Sábado e domingo próximos (04 e 05/06) é final de semana de estréia do meu novo espetáculo "Édipo Rei". 



 Produzido por Wallace às 08h59 [] [envie esta produção]



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::INDICAÇÕES DE ROTA::

IDENTIFICAÇÃO: Ator e diretor de teatro, poeta e compositor. Libra com ascendente em capricórnio. 3º decanato. Lua em Libra.

TUDO COMEÇOU EM: Dois mil e quatro.

GOOD TRIP: viajar; sair com os amigos; namorar; ir ao cinema; um violão na beira da fogueira; um filme europeu em casa com os amigos; ver peças teatrais; ensaiar peças teatrais; ler um bom livro; sair pra fotografar

SONHOS: viver de arte; escrever livros, conhecer a Espanha, a Grécia.

BAD TRIP: política partidária; gente burra; gente mal-educada; todos os tipos de dogma.

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