
enclausurado
UMA FOTOGRAFIA em sépia, um rosto amigo, um sorriso remonta a um passado só. Ele olha o mundo pela TV e o pó do tempo (segundos, minutos, horas) não se esgota nunca. Entre fotografias miméticas e outros artifícios baratos, procura respostas (Quem? Por quê?) em becos e corredores malcheirosos. Mas o silêncio lhe deixa sem ter o que perguntar. Já é tarde. Não há mais lugar de onde se possa voltar. As mãos frias da sushi-woman preparam ingredientes de tragédia. Grega. E acariciam destinos entrelaçados. Em tons e cores contemporâneos conta-se uma história ao contrário. O anti-herói pega então o seu martelo e constrói um novo destino. Pelo avesso. Respirando com dificuldade, aprofunda a passos rápidos num porão sem volta. E tudo se fecha. Mostrando que o fim pode ser o início e vice-versa. OROBORO.
|wallace puosso / out 06|
OldBoy é um filme sul-coreano de 2002, baseado numa mangá em 8 volumes de 1997, com argumento de Tsuchiya Garon e desenhos de Minegishi Nobuaki.
Título Original: Oldboy Gênero: Suspense Tempo de Duração: 120 minutos Ano de Lançamento (Coréia do Sul): 2004 Site Oficial: www.oldboy-movie.jp Estúdio: Egg Films / Show East Distribuição: UIP / Tartan Films / Europa Filmes Direção: Park Chan-wook Roteiro: Park Chan-wook, Hwang Jo-yun e Lim Joon-hoon
Produzido por Wallace às 14h54
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ilustração feito por Clarinha
(quando você me olha)
Quando há chuva, bom é ficar em casa
Onde há poesia, uma vida menos vazia
No jardim, florescem cores diversas
Quando a música é boa, o corpo dança
Onde a palavra impera, não fica dúvida
Quando o filme é bom, peço aconchego
Quando há carinho, toda rudeza some
Quando se tem um amigo, se tem tudo
Quando você me olha, eu fico mudo
|wallace puosso / set 06|
Produzido por Wallace às 21h41
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diário de bordo
yulunga - poema para um deus morto
QUI OUT 05, 2006
Ponto de partida: primavera de 2005.
Tudo começou com uma idéia: fazer um espetáculo performático sobre o tema dos sete pecados capitais (segundo S. Tomás de Aquino).
Como estética possível, optamos por utilizar a linguagem do Candomblé (danças / músicas / mitos / vestimentas).
Tateando no escuro e cortejando o precipício que separa o estreito caminho da obra de arte sublime da obra mediana, fechamos os olhos e abrimos a alma. O desafio de se falar de um tema presente no conceito católico, mas sem ser dogmático e muito menos fazer apologia. O meio do caminho. Quebra de paradigmas, como possibilidade de crescimento individual. Saber enxergar além. Do óbvio. dos estudos do Candomblé, descobrimos similaridades com todas as religiões de mesa, enraizadas na cultura brasileira. E a idéia nunca foi fazer do espetáculo um terreiro eletrônico. Dessa geléia geral sentidos foram apontados.
Sentidos e sensações diversas.
Queríamos (queremos) despertar no público anestesiado, habituado à uma energia cotidiana viciada, todos os 5 sentidos. E o sentido da percepção. Tarefa hercúlea. 13 meses depois, quilos e quilos de material pedagógico (UNICAMP / USP), seminários, vídeos do La Fura (grupo catalão, que nos inspira) e muitas conversas sobre performance com sentido de guerrilha urbana, Debates sobre a obra de Renato Cohen, conversas estas regadas a cerveja e vinho.
Mais de um ano depois, nossa cria toma forma, encorpa no calor do rito, do batuque do atabaque, da guitarra distorcida, da poesia não-dita. À luz do fogo, desafiamos incertezas, invocamos a arte como redenção frente à barbárie e desancamos a mesmice. Nosso rebento está pronto pra ganhar o mundo.
A partir de novembro, em São José dos Campos, num galpão de mais de 2.000 metros quadrados, 9 atores, 3 músicos, música eletrônica contemporânea mesclada com rock'n roll e batidas de candomblé, performances sobre pecados comuns a todos nós. Sob a luz do mito de Lillith, a primeira deusa.
Tiramos a rede de proteção que nos separa do chão. Estamos a sós no alto do trapézio. E o tempo balança cada vez mais lúcido, vivo, eterno.
Criar, é matar a morte.
Wallace Puosso
Produzido por Wallace às 13h07
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