
[cartas à um poeta jovem]
OI Amor... Vim aqui novamente só pra dizer que o amor que eu sinto por você é gigantesco!!!
E que quando te convidei pra construir uma vida nova junto comigo, você veio... E nesse voo pleno, nos demos a mão, fechamos os olhos e ficamos sentido o vento bater no nosso rosto, e nessa brisa os cabelos se musturaram e ficamos sendo UM SÓ.
Nos fundimos, e fizemos um molde de um Ser, forte, sentimental, simpático, atencioso, companheiro e amoroso... isso resume nossa história. Mas ainda não acabou... meu jardim hoje está mais florido, nenhuma flor se destaca... somos unidos por completo. Vou te amar sempre... Vou estar com você sempre... Vamos escrever nossa história com lápis colorido, com muito gliter e perfume... Uma música? - Hoje (Flores na Cabeça - Nenhum de Nós), ontem (Tom Jobim), amanha (?); Um poema? - todos do seu caderno; Um filme? - não tem como escapar (Doce Novembro); Uma frase? - "você é minha princesa!"
bom, é isso... te amo... beijolas.... :) [Ana clara Galvão, fev/07]
Produzido por Ana Clara às 22h59
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a b r e v i a ç ã o
A ideologia morreu. Alianças e macaquices políticas. Palavras encurtam. Discursos vazios de conteúdo e significado. As coisas mudam de significado com uma rapidez estonteante. Se a palavra não tem mais valor fixo, uma imagem diz tudo. A arte pós-moderna é como um desodorante vencido. Feche os olhos e sinta. Temos poucos minutos na mídia. “Você já pensou no que vai falar?” Não importa. Com a internet todo boato vira verdade. O cansaço é visível. No rosto, no plano das idéias. Em ideologias que já não dizem respeito à memória da história. Tudo vira verbete de Wikipédia. E assunto de Orkut. Tem louco pra tudo. Talvez a razão esteja confinada aos manicômios. Você pode até afirmar que loucura não existe. “E nove, nove existe? A alegria é a prova dos nove”, já diria Zé Celso, o artífice do tropicalismo. Com ele, redescobrimos o rito no teatro. Agora a palavra, para renascer o homem. Entorpecido. Imobilizado. Com vocabulário restrito. Como previu Orwell, a novilíngua MSêNica, restringe o pensamento. Quando se refere a coisas e fatos de maneira abreviada, a vida também passa a sê-la.
l wallace puosso / fev 07 l
Produzido por Wallace às 13h54
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