O silêncio. A ausência do que antes fora. Palavra. Palavra é o que eu não sei. Toda jornada carrega seu peso. O túnel que ao fim revela a luz. A solidão como ausência física. Do outro.
“Consegue escutar o que meu coração diz?”
Ela apenas olhou de maneira terna, fez negativa com a cabeça, quase pedindo desculpas: “Minha percepção falha. Estou sem dormir há tempos”
“Há tempos não se sonha” e completei repetindo as palavras do poeta: “E há ferrugem nos sorrisos”.
Uma lágrima cai. Na esperança de que outra venha e assim por diante. A ferrugem se vá.
Esperança. A ausência de fatos presentes. Você. Esperando por milagres.
“Preciso ir.” Eu apenas a acompanho sumindo na noite fria. De repente, lembro-me de dizer: “Você já leu “Fernão Capelo Gaivota?”
E a voz da noite me responde: “Ainda há esperança?”
E meus olhos brilham. “É claro que sim!”
O sentido do que antes fora. Palavra. Palavra é o que eu sinto.
O resto, eu não sei dizer.
wallace puosso